Depois de muito tempo, não consegui me conter e, sim, serei mais um a pitacar, de forma pública - já que na faculdade fora pedido, como trabalho, um artigo dos alunos - o caso de Geysi.
Partindo da premissa que norteia o imaginário comum, isto é, de que a estudante de Turismo da Uniban fez isso para aparecer, afinal, o objetivo é a fama que já dura mais de 15 minutos, diretamente estamos admitindo que a moça, que não demonstra tanta inteligência como supõem estes, imaginou, ou pior, idealizou toda a situação. Sabia ela que a sua saia daria tanto pana pra manga assim. Desta forma, seria mais plausível ouvir Geysi no que diz respeito a premonições acerca do tão esperado/explorado fim do mundo.
Hoje, fala-se em trabalhos para a Playboy - desmentido pela estudante que, no entanto, não descartou a hipótese, se pintar -, desfile no Carnaval do Rio etc. O que há de concreto são inúmeras participações em programas televisivos.
Quando falo em "imaginário comum", levo em considerações observações pessoais acerca do tema. Sábado passado, por exemplo, Geisy foi ao Altas Horas, da Rede Globo. Entre mensagens, constrangidas e inseguras, de apoio, Geisy recebia verdadeiros sermões dos jovens da plateia, sob ovação da massa. Nem mesmo a convidada daquela noite, a casseta Maria Paula, demonstrou convicção em seu apoio.
Reprodução/Internet
É imprescindível, ainda, analisar a veste da moça - razão maior do furor daqueles milhares de misóginos. Vamos partir do óbvio. Curto? Curto. Com que objetivo usam, as mulheres (!), roupas assim? Para mostrar a parte desnuda. Portanto, pergunto-lhes, que diferença há entre o vestido da estudante (que, convenhamos, de interessante não sequer o corpo) e os habituais decotes, por exemplo? A única me parece ser a parte oferecida visualmente.
Inadmissível foi a maneira como lidou a Uniban, ao expulsar a estudante. Assim, fez ré uma cidadã em um caso no qual seria, e só assim poderia ser, vítima. Ademais, há de se lamentar o comportamento de intolerância, preconceito, assédio moral e, sobretudo, hipocrisia. Não só dos estudantes daquela Universidade, mas também desta sociedade que consome tanto telenovelas nas quais a nudez é desvelada, quanto o carnaval. A estudante colhe, pois, de forma justa, os frutos da humilhação sem precedentes. Por razões óbvias, não durará. Mas aí já cabe outro artigo...



















